Respiratório

Aparelho Respiratório

O aparelho respiratório é responsável pela respiração mecânica, ou seja, processo de passagem de ar que possibilita a troca gasosa (absorção de O2 e eliminação de CO2) o qual ocorre entre o sangue e o meio externo, denominando-se hematose. Para que esta função seja exercida com sucesso, o aparelho respiratório possui órgãos que permitem a passagem de ar, garantem que este esteja isento de material nocivo (micróbios, poeira) e proporciona a troca gasosa. Estes órgãos são: nariz, boca, laringe, traquéia, e pulmões, estes últimos ramificam-se em brônquios, bronquíolos e alvéolos.

Além desta função primordial, o aparelho respiratório apresenta mecanismos inespecíficos de defesa representado pela mucosa revestida por células ciliadas e por muco. Os batimentos coordenados dos cílios levam o muco ao nariz e à boca, de onde as bactérias aprisionadas podem ser expelidas. Outro mecanismo envolve os macrófagos alveolares que fazem parte do sistema mononuclear fagocítico.

Por constituir “porta de entrada” do organismo, o aparelho respiratório pode ser acometido por muitas doenças infecciosas e crônicas. As infecções respiratórias primárias, como bronquite, broncopneumonia e outras formas de pneumonia, são de ocorrência comum na prática clínica e patológica. A incidência de neoplasias malignas dos pulmões tem aumentado. Além disso, os pulmões estão secundariamente afetados por quase todas as formas de doenças terminais como o enfisema pulmonar. Isto pode ser conseqüência do tabagismo, poluição do ar e outros inalantes ambientais.

Uma patologia que atinge especialmente os pulmões é a tuberculose, doença infecciosa adquirida quando uma pessoa sadia inala gotículas dispersas no ar de secreção respiratória do indivíduo doente, ou seja, gotículas contaminadas com a bactéria Mycobacterium tuberculosis. Apesar de altamente contagiosa, a tuberculose é curável e pode ser facilmente prevenida. Seu tratamento é feito com antibióticos, geralmente mais de um, de modo a driblar a resistência da bactéria, como o sistema RHZ (Rifampicina + isoniazida + pirazinamida). A prevenção consiste basicamente em detectar e tratar todos, controlar os comunicantes (pessoas que têm contato íntimo com o doente) além da vacinação com BCG no recém nascido, protege as crianças e adultos contra formas graves de tuberculose.

No entanto, a tuberculose ainda é a doença infecciosa que mais mata no mundo, levando ao óbito aproximadamente 3 milhões por ano. Isto ocorre por vários motivos: muitos pacientes não cumprem corretamente o regime de tratamento, que geralmente é de 6 meses, pacientes soropositivos não podem combater naturalmente a infecção. Além disso, alcoólatras, viciados em drogas, idosos, pessoas com idade avançada, desnutridas, e certos grupos com predisposição genética são susceptíveis à infecção. A patogenicidade do M. tuberculosis está relacionada à sua capacidade de evadir da destruição por macrófagos e induzir hipersensibilidade do tipo tardio.

Os principais sinais e sintomas da tuberculose são: tosse com escarro ou sangramento, febre, suor excessivo, perda de peso, perda de apetite… Diante destes sintomas, o diagnóstico deve ser executado rapidamente, o qual consiste primariamente na baciloscopia do escarro, podendo ser feito também uma radiologia do tórax.

Portanto, apesar de ter tido sua epidemia controlada pelo desenvolvimento de antibióticos a partir da segunda metade do século XIX, hoje a tuberculose ainda é um problema de saúde pública e alta incidência no mundo, especialmente em países onde há muita pobreza, promiscuidade, desnutrição, má condição de higiene e um sistema de saúde pública deficiente.

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