Entrega de premiação às melhores produções encerra 14ª edição do Festival Comunicurtas UEPB

01.12.2019

A noite de sexta-feira (29) foi marcada por emoção, no Cine São José, em Campina Grande, com o encerramento da 14ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB. O último dia do evento contou com oficinas, debates, exibições e teve seu ápice com a entrega das melhores produções que concorreram nas mostras competitivas. Entre os espectadores, alegria por prestigiar um dos mais importantes festivais audiovisuais do Nordeste e a sensação de “quero mais”, porque os dias de atividades foram enriquecedores para todos.

Antes da premiação, Hipólito Lucena, coordenador geral do evento, subiu ao palco com a equipe de voluntários que atuou em toda produção do festival e fez uma avaliação positiva do Comunicurtas, destacando a resistência que fez acontecer mais uma edição de uma das principais vitrines do cinema paraibano e nordestino. Ele ressaltou o caráter pedagógico do evento, que conta com a participação marcante de estudantes em toda sua organização, servindo de laboratório para os futuros jornalistas e comunicólogos.

“Resistimos a toda adversidade e falta de espaço que ainda existe em relação à produção audiovisual paraibana e conseguimos realizar mais um Comunicurtas com a garra de uma equipe determinada. O apoio da UEPB tem sido fundamental para tudo acontecer e o empenho de cada um que atua voluntariamente no festival é a prova de que, com união e força de vontade, não deixamos o cinema paraibano morrer”, disse Hipólito.

Os produtores, diretores e atores que tiveram trabalhos exibidos no festival ressaltaram a importância do Comunicurtas para a sétima arte, especialmente por garantir espaço para as produções locais que sofrem com a falta de recursos, bem como com a dificuldade de entrar no circuito de exibições nas salas de cinema do país. Durante a cerimônia de premiação, ainda foi aberto espaço para a leitura da Carta de Campina Grande da Frente de Interiorização do Audiovisual da Paraíba (FIAV/PB), em defesa do cinema local, reforçando a necessidade de políticas públicas de apoio à cultura audiovisual paraibana.

Arly Arnaud, atriz premiada no festival, parabenizou a equipe do Comunicurtas UEPB por realizar mais uma edição e desejou vida longa ao evento. “É muito bom ver que o audiovisual resiste e segue, com espaços como o Comunicurtas. Sinto-me honrada por participar do festival e faço questão de continuar prestigiando esse evento tão lindo”, comentou.

Os jurados que avaliaram as produções concorrentes nas mostras competitivas destacaram a qualidade das produções e parabenizaram os produtores dos trabalhos. No palco do Cine São José, convidados a falar sobre a impressão que tiveram em relação aos filmes exibidos, todos enfatizaram que o nível dos filmes foi muito bom, o que dificultou a missão de julgar e escolher o melhor entre os melhores. Para eles, todas as produções exibidas eram dignas de premiação, o que mostra que os profissionais do audiovisual estão desenvolvendo trabalhos cada vez mais com maior qualidade.

Entre os voluntários que atuaram nas equipes de apoio do festival, a sensação era de dever cumprido. No palco, a expressão de cada um era de alegria e agradecimento após os três meses de preparação para ver o evento acontecer com grande sucesso. “Gratidão. Essa é a palavra que temos a dizer para a coordenação do Comunicurtas, na pessoa de Hipólito, e para todo pessoal que nos ajudaram a desempenhar nosso papel em cada equipe que trabalhou no evento. Aprendemos muito, foi maravilhoso integrar a equipe que faz um evento dessa natureza acontecer. Foi uma experiência enriquecedora para todos nós”, afirmou Gabriel Queiroz, em nome de todos os voluntários do festival.

Confira os vencedores da 14ª edição do Comunicurtas UEPB:

– Mostra A Ideia é…
Melhor peça publicitária: Lâmina Filmes (Yan Araújo e Oscar Araújo)
Mostra Brasil
Melhor fotografia: Nadir (Fernando Correia, Moema Pascoini e Victor Balde)
Melhor trilha sonora: Nadir (Fábio Rogério)
Melhor mixagem de som: Depois (Marcello Quintella e Boynard)
Melhor diretor de arte: Eu, minha mãe e Wallace (Cléssia Regina Martins)
Melhor roteiro: O Gato (Taciano Valério)
Melhor ator: Bruno Goiá (O Gato)
Melhor atriz: Nyka Barros (Crua)
Melhor montagem: A Praga do Cinema Brasileiro (William Alves e Zefel Coff)
Melhor filme: A Praga do Cinema Brasileiro (William Alves e Zefel Coff)
Melhor direção: Diego Freitas (A volta pra casa)
Melhor filme pelo júri popular: A volta pra casa (Diego Freitas)

– Mostra Estalo
Melhor filme: Jogos de Guerra (Wayner Tristão)
Melhor filme por júri popular: Respire (Gabriel Heitor)

– Mostra Longa-Metragens
Melhor roteiro, melhor fotografia e melhor som: Frei Damião, o santo do Nordeste (Debby Brennand)
Melhor direção de arte: Incursão (Eduardo Moreira e Silvio Toledo)
Melhor atriz: Arly Arnaud (Incursão)
Melhor montagem: Tente entender o que tento dizer (Emília Silveira)
Melhor direção: O Seu Amor de Volta, mesmo que ele não queira (Bertrand Lira)
Melhor trilha sonora: Jackson na batida do Pandeiro (Marcus Vilar e Kaká Teixeira)
Melhor ator: José Gomes Filho (Jackson na batida do Pandeiro)
Melhor filme: Jackson na batida do Pandeiro (Marcus Vilar e Kaká Teixeira)

– Mostra Tropeiros do Telejornalismo
Melhor reportagem: Sentindo na pele (Repórter Dayvson Victor, da TV Borborema)
Melhor reportagem por júri popular: Aquela que Serve (Carol Diógenes e Gabriel Heitor)
Melhor repórter cinematográfico: Aquela que Serve (Carol Diógenes e Gabriel Heitor)
Prêmio Luiz Custódio de Folkcomunicação: Legado de Jackson em Alagoas Grande (Hermano Júnior, da TV Itararé)
Prêmio Luiz Custódio de Folkcomunicação: Helloysa do Pandeiro (Paulo Ítalo, da TV Itararé)

– Mostra Tropeiros da Borborema
Melhor roteiro: Cinema nosso (Rafaela Marques)
Melhor fotografia: Caetana (Caio Bernardo)
Melhor mixagem de som: Juventude que ousa lutar (Adriana Araújo)
Melhor direção: Borderline, do céu ao inferno (Mayara Caroline)
Melhor trilha sonora: Cálice (Bianca Rocha e Julian Santos)
Melhor ator: André Morais (Pranto)
Melhor arte: Quitéria (Tiago Neves)
Melhor atriz: Arly Anraud (Quitéria)
Melhor filme: Torcedores (Bruno Rafael e André Almeida)
Melhor montagem: Torcedores (Bruno Rafael e André Almeida)

– Mostra Tropiqueers
Melhor arte: Apenas Garota (Danilo Facioli)
Melhor ator: Lucas Drummond (Depois daquela festa)
Melhor montagem: Beso Rosado (R. B. Lima)
Melhor trilha sonora: Cuscuz Peitinho (Rodrigo Sena)
Melhor roteiro, melhor mixagem de som, melhor fotografia, melhor direção e melhor filme: Do outro lado (Bob Yang e Frederico Evaristo)
Melhor atriz/ator: Chang Hsi Oh

Confira as imagens do último dia do festival clicando AQUI.

Texto: Laura Almeida
Fotos: Carla Patrícia, Natasha Leoni, Joel Gonçalves e Daniel Ribeiro

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